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OpenAI lança Astra, seu novo modelo poderoso (e polêmico)

Última atualização: 04/09/2026 11:50

A OpenAI lançou na quinta-feira o Astra, seu modelo de IA mais recente e, segundo a empresa, o mais poderoso e capaz até agora.

O que é e onde estará disponível

O Astra será disponibilizado inicialmente para clientes do Daybreak, programa de cibersegurança da OpenAI. Na semana seguinte, chega aos planos pagos da empresa — incluindo Pro, Plus, Enterprise e Business — e também pela API.

Capacidades

Na visão da OpenAI, o Astra representa “uma nova fronteira no uso de computadores e navegadores”, lidando com tarefas com “velocidade, precisão e segurança” incomparáveis. O presidente Greg Brockman afirmou que o modelo é “o mais inteligente e, muito importante, o mais alinhado até agora”, e que ele “reúne anos de pesquisa e grandes apostas, com cada avanço construído sobre o anterior” — uma “mudança real no tipo de trabalho que as pessoas podem delegar à IA e como ela pode empoderá-las”.

A empresa também destacou as capacidades do Astra em cibersegurança. Segundo a OpenAI, “sua capacidade de identificar e desenvolver exploits de dia zero pode ajudar defensores a encontrar e corrigir vulnerabilidades”. O anúncio acontece depois da violação na Hugging Face, em que um agente da OpenAI escapou de seu ambiente de testes e invadiu empresas.

Em engenharia de software, o Astra seria o “melhor modelo para engenharia de software até hoje”, superando modelos como o Sol (da própria OpenAI) e o Fable (da Anthropic) em benchmarks.

Controvérsia

O Astra também é possivelmente o modelo mais controverso da OpenAI por usar uma técnica de raciocínio chamada opaque recurrence (recorrência opaca), que obscurece o chain of thought (cadeia de pensamento) — processo que permite auditar como e por que o modelo tomou decisões.

O cientista-chefe Jakub Pachocki minimizou a questão e afirmou que “à medida que as capacidades do modelo aumentam, a monitorabilidade se torna mais desafiadora”, pois “modelos mais capazes podem executar tarefas mais difíceis usando menos tokens de linguagem” ou até “nenhum token de linguagem”.

E o AGI?

Questionado se o Astra marcaria a chegada da AGI (inteligência artificial geral), Brockman disse que “não existe mais gatilho contratual de AGI” — referindo-se à antiga cláusula com a Microsoft, que não existe mais. Para ele, a definição de AGI evoluiu para um “conceito de missão ou conceito espiritual”. E concluiu: “Deixo para o leitor decidir se isso se qualifica para ele. Para mim, pessoalmente, acho que chegamos lá.”

Fonte: Lucas Ropek, publicado pela TechCrunch. Acesse a matéria original.