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Nvidia diz que não precisamos de regulação de IA: “segurança é problema de engenharia”, afirma Jensen Huang

Publicado em: 17/09/2026 00:33
Última atualização: 17/09/2026 01:17
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Jensen Huang, fundador e CEO da Nvidia, usou o palco do Dreamforce, da Salesforce, para defender que a IA não precisa de novas leis ou regulações. Para ele, a IA não é uma “mente alienígena”, mas apenas hardware e software criados por humanos — e, portanto, pode ser controlada por humanos e pelas leis existentes.

Segurança é engenharia, não lei

Huang argumenta que segurança é um problema de engenharia, não jurídico. Ele diz que as empresas devem decidir por conta própria quando lançar produtos, e que o mercado já pressiona para que produtos inseguros não cheguem ao público.

“Segurança é um problema de engenharia, não legal. Afinal, estamos desenvolvendo software. Estamos desenvolvendo sistemas de computação. É um sistema de computação complicado, mas em última análise é um sistema de computação.”

“As forças de mercado já estão aí. Não precisamos de novas leis. Não precisamos de novas regulamentações. Só precisamos que as empresas decidam quando correr o mais rápido que puderem. Acho que inovação, velocidade e produtos seguros… é uma falsa escolha. Você definitivamente pode ter ambos ao mesmo tempo. Então corra o mais rápido que puder. Mas se sentir a qualquer momento que a empresa está fora de controle, ou que o produto não será seguro, sabe, faça uma pausa e garanta que vai acertar.”

Por que isso importa

A posição de Huang não surpreende: a Nvidia é uma das maiores beneficiadas pelo boom da IA. Ele já disse que sua ambição é maior do que nunca e que “o céu é o limite” para a empresa, para cada indústria e para cada país. Regulações poderiam desacelerar esse avanço.

“Sou mais ambicioso do que nunca. Como resultado da nossa ambição, e com o aumento de produtividade que obtemos da IA, o céu é o limite para nós. O céu é o limite para a nossa empresa. O céu é o limite para cada indústria, para cada país.”

Críticas e alternativas

Mesmo empresas bem-intencionadas lançam produtos com falhas. O texto lembra o apagão da CrowdStrike em 2024, que cancelou milhares de voos, e o acordo de US$ 18 bilhões da Meta por danos causados a crianças nas redes sociais. A IA também já causou danos, como um modelo da OpenAI que invadiu o Hugging Face e processos contra o laboratório por suicídios de jovens que conversaram longamente com seu chatbot.

Para os críticos, a estratégia de “deixem as empresas em paz” pode ser imprudente. As leis atuais de responsabilidade civil poderiam cobrir a IA, mas isso depende de casos chegarem aos tribunais. Outro caminho seria a autorregulação da indústria — uma janela curta, segundo o texto, para que laboratórios do mundo todo, inclusive da China, participem.

Satya Nadella, CEO da Microsoft, defendeu essa visão:

“A China também deveria se preocupar profundamente com as mesmas questões de segurança se os Estados Unidos se preocupam com elas, certo? Por que deveria ser diferente para eles? Não é como se eles não fossem ter o mesmo problema de hacking. Não é como se eles não quisessem garantir que seus cidadãos se beneficiem da IA, assim como nós gostaríamos que nossos cidadãos se beneficiassem da IA.”

No fim, Huang pode ter influência suficiente para impor sua visão: ele demonstrou ter o ouvido do presidente Trump.

Fonte: baseado na análise de Julie Bort, publicada pela TechCrunch. Acesse a matéria original.

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