Sem câmera e sem alto-falantes: Even Realities G2 aposta na produtividade
Os óculos inteligentes são apontados há anos como o próximo grande passo da tecnologia de consumo, mas ainda enfrentam limitações importantes. Em sua análise para a TechCrunch, Ivan Mehta afirma que o Even Realities G2 combina hardware premium com foco em produtividade, embora continue dependente do smartphone para entregar toda a sua experiência.
Diferentemente de modelos como os Meta Ray-Ban, o G2 não possui câmeras nem alto-falantes. Em vez disso, aposta em um display monocromático que exibe notificações, agenda, traduções em tempo real, teleprompter e navegação, priorizando privacidade e uso profissional.
Design leve e melhorias de hardware
Pesando apenas 35 gramas, o G2 utiliza liga de magnésio na armação e titânio nas hastes, oferecendo conforto para uso prolongado. Em relação ao G1, o novo modelo ganhou uma tela mais brilhante (1.200 nits), área de exibição 75% maior, taxa de atualização de 60 Hz e quatro microfones.
A autonomia prometida chega a dois dias de uso, enquanto o estojo de recarga oferece até sete cargas adicionais.
Tradução é o grande destaque
Segundo Mehta, a tradução em tempo real é um dos recursos mais convincentes do G2, funcionando bem durante conversas em diferentes idiomas. Já funções como notificações, navegação e o assistente de IA ainda apresentam inconsistências, principalmente em ambientes externos ou com muito ruído.
O recurso de navegação também deixa a desejar por depender do aplicativo da própria Even Realities, sem integração com Google Maps ou Apple Maps.
Anel R1 não convence
A empresa também lançou o R1, um anel que permite controlar os óculos e inclui monitoramento básico de saúde. Apesar de funcionar bem, Ivan Mehta considera que seus recursos não justificam o preço de US$ 249, principalmente porque os próprios controles dos óculos já cumprem a mesma função.
Vale a pena?
Com preço de US$ 599, o Even Realities G2 oferece um conjunto de hardware sólido e um design elegante. No entanto, a análise conclui que, fora de cenários específicos — como tradução constante ou uso de teleprompter —, ainda falta um ecossistema de software capaz de tornar os óculos realmente indispensáveis no dia a dia.
Fonte: Resumo baseado na análise de Ivan Mehta , publicada pela TechCrunch . Acesse a matéria original .