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CEO da Flock pede 'compromisso' em meio a crescente reação contra empresa de vigilância

Última atualização: 24/08/2026 17:18
Leitor de placas e câmera da Flock com painel solar contra um céu azul, Pleasant Hill, Califórnia, 16 de abril de 2026.
Crédito da imagem: Smith Collection/Gado / Getty Images

A Flock Safety, empresa de vigilância que atua com câmeras, drones e reconhecimento de placas veiculares, enfrenta uma reação pública crescente. O CEO Garrett Langley usou uma entrevista à Fox News para defender um equilíbrio entre privacidade e segurança:

"Quando as pessoas falam sobre apenas um desses, privacidade ou segurança, estão priorizando a coisa errada. O que temos de priorizar como país é o compromisso. Como ter nossa segurança e como equilibrar privacidade?"

A onda negativa ganhou força depois que o The Washington Post identificou 46 casos de policiais acusados de usar a tecnologia da Flock para fins não autorizados, incluindo perseguir esposas, namoradas ou ex-companheiras. Em resposta, Langley disse à CBS News:

"Eu peço desculpas. Isso me mata que ela passou por isso." E completou: "Não acho que a Flock criou o abuso policial. Acho que somos a primeira empresa a jogar luz sobre isso e a construir ferramentas para detectá-lo."

Reação política

A pressão também vem dos dois lados do espectro político. O candidato democrata ao Senado por Michigan, Abdul El-Sayed, acusou seu oponente de apoiar "essa proliferação em massa de câmeras da Flock, em qualquer lugar, observando cada movimento seu para coletar informações sem que você perceba". Bernie Sanders postou: "PARE COM A VIGILÂNCIA EM MASSA POR IA. PARE COM A FLOCK."

Já três deputados republicanos apresentaram um projeto de lei que proíbe o governo federal de comprar sistemas automatizados de vigilância que usem reconhecimento facial, identificação biométrica ou reconhecimento de placas, "incluindo uma câmera da Flock Safety".

Mudanças na Flock e resposta da ACLU

A empresa já anunciou algumas alterações: reduziu o prazo padrão de retenção de dados de 30 para 7 dias e passou a exigir um código de caso antes de acessar as informações. No entanto, a ACLU avalia que as mudanças podem ser contornadas — como pelo chamado Evidence Mode, que permite guardar dados por mais tempo. A entidade afirmou:

"Embora a Flock não tenha reduzido o período padrão de retenção para as 48 horas recomendadas pela ACLU, a proposta pode ser um passo na direção certa. Se isso é uma mudança real ou apenas mais um movimento de relações públicas da Flock, dependerá de como o 'Evidence Mode' funciona."

Posição do CEO e próximos passos

Langley tem dito que reguladores estaduais deveriam "aprovar leis que tornem [o uso ilegal dos dados da Flock] uma infração criminal". Na entrevista à Fox News, ele também afirmou:

"Hoje, é frequente que, na Flock e em outras tecnologias, não haja regulação. Não há responsabilização, e achamos isso errado."

A TechCrunch vai conversar com o CEO da Flock durante a conferência Disrupt 2026, em outubro.

Fonte: baseado na análise de Anthony Ha, publicada pela TechCrunch. Acesse a matéria original.