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OpenAI perde executivo de data centers em meio a onda de saídas de alto escalão

Última atualização: 27/08/2026 00:05

A OpenAI perdeu mais um executivo de alto escalão. Desta vez, quem deixou a empresa foi Chris Malone, ex-chefe de data centers, responsável por executar a estratégia de infraestrutura da companhia. A saída foi reportada pelo Wall Street Journal na última semana.

Malone passou quase cinco anos na Meta e mais de uma década no Google antes de entrar na OpenAI em março do ano passado — uma passagem relativamente curta. Ele se juntou à empresa pouco depois do lançamento do Stargate Project, uma iniciativa de data centers de US$ 500 milhões apoiada pela administração Trump, com participação de Oracle, Nvidia, SoftBank e Microsoft.

Por que Malone saiu?

O motivo não está claro. Em meio ao frenesi de construção de infraestrutura de IA, a estratégia de data centers se tornou uma das funções mais observadas em qualquer laboratório de IA, o que torna a saída de Malone ainda mais surpreendente.

Em comunicado ao TechCrunch, a OpenAI disse que "reorganizou recentemente" sua "organização de infraestrutura para apoiar a escala e o ritmo do nosso trabalho", acrescentando: "Temos uma equipe de data center forte e experiente, com liderança clara e experiência técnica para executar nossos planos."

Como parte da reorganização, segundo o WSJ, Malone deixou de se reportar diretamente ao presidente Greg Brockman e passou a se reportar ao vice-presidente Sachin Katti, que assumiu a liderança do grupo. Outros executivos também estão supervisionando a estratégia de data centers, incluindo Uday Ruddarraju, Brent Mayo e Spas Lazarov.

Êxodo de executivos

Malone não está sozinho. Sua saída se soma a uma lista de mais de uma dúzia de saídas de executivos neste ano. O Business Insider contabilizou 13 saídas em 2026, várias delas apenas no último mês.

Duas semanas atrás, a OpenAI substituiu sua chief revenue officer, Denise Dresser, após apenas oito meses de empresa. Dois dias antes, a empresa perdeu Brad Lightcap, um de seus executivos mais antigos, que passou anos como chief operating officer. Lightcap disse que vai "começar algo novo", sem dar detalhes.

Cerca de um mês antes, Fidji Simo, a número dois de facto da companhia, renunciou ao cargo para se recuperar de uma "doença crônica". Ela permanece na empresa em função consultiva.

As equipes de segurança e ética também viram saídas notáveis. Em julho, a OpenAI perdeu sua "chefe de ética", Chloé Bakalar, e na última semana foi noticiado que a empresa dissolveu seu time de preparedness, dedicado a avaliar riscos catastróficos de seus modelos de IA.

Outros líderes, como Bill Peebles, ex-chefe do extinto gerador de imagens Sora, saíram porque seus projetos foram encerrados. Em abril, a empresa também perdeu sua chief marketing officer, Kate Rouch, que, como Simo, deixou o cargo por motivos de saúde.

Preocupações com o IPO

Os talentos remanescentes tentam minimizar a importância da debandada. O cofundador Greg Brockman lamentou que o intenso "holofote" sobre a empresa faz com que "cada saída seja examinada de uma forma que não aconteceria em outros lugares".

Mas a rotatividade tem gerado questionamentos, especialmente com a preparação para o IPO. A listagem pública da OpenAI, inicialmente esperada para este ano, foi adiada para 2027. Há preocupações de que a empresa esteja supervalorizada e que sua lucratividade não corresponda aos investimentos gigantescos feitos no laboratório.

O fluxo de executivos saindo certamente não aquietou essas dúvidas.

Fonte: baseado na análise de Lucas Ropek, publicada pela TechCrunch. Acesse a matéria original