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Mais americanos se opõem às câmeras de leitura de placas da polícia do que as apoiam, aponta pesquisa

Última atualização: 28/08/2026 21:18
câmera de vigilância de leitura de placas da Flock em um poste de rua em São Francisco
Créditos da imagem: Justin Sullivan / Getty Images

Uma nova pesquisa divulgada com exclusividade ao The Washington Post mostra que a reação contra empresas de vigilância como a Flock pode ter atingido um ponto de virada. Segundo o levantamento da YouGov, 46% dos entrevistados se opõem às câmeras de vigilância em suas comunidades, enquanto 38% as apoiam.

Virada em relação ao ano anterior

Na pesquisa do ano passado, a maioria dos entrevistados era favorável. Agora, o resultado se inverteu. O estudo também apontou que mais pessoas disseram que a vigilância não as faria se sentir mais seguras.

A Flock e a controvérsia

A Flock opera mais de 120 mil leitores de placas nos EUA, capazes de rastrear a localização de veículos. A empresa se envolveu em polêmicas depois de relatos de abuso policial das câmeras, o que levou dezenas de comunidades a rejeitarem ou cancelarem contratos com a companhia por preocupações com a privacidade.

Resposta da Flock e críticas

Procurada pela TechCrunch, a Flock afirmou haver amplo apoio à sua tecnologia de vigilância, mas reconheceu que “o apoio não é incondicional”, destacando a implementação de novos mecanismos de proteção. Já críticos como a ACLU avaliaram que essas salvaguardas têm efeito mínimo e que a Flock continua sendo uma grande ameaça às liberdades civis.

Em meio à escalada da reação, o CEO da Flock, Garrett Langley, pediu um “compromisso” entre vigilância e privacidade, após uma série de atos de vandalismo contra câmeras da empresa.

Fonte: baseado na análise de Zack Whittaker, publicada pela TechCrunch. Acesse a matéria original.