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Apple apresenta 'evidências chocantes' contra ex-funcionário acusado de roubar dados para a OpenAI

Última atualização: 01/09/2026 21:22

Em sua ação contra a OpenAI, a Apple apresentou o que chama de "evidências chocantes" para reforçar as alegações de que ex-funcionários roubaram segredos comerciais em benefício da OpenAI. As novidades surgiram depois que o advogado do ex-funcionário Chang Liu — que agora trabalha na OpenAI — entregou o antigo notebook de trabalho de Liu para investigação no início deste mês.

O que a Apple alega

A Apple afirma que Liu usou um esquema de circuito confidencial da empresa em seu trabalho na OpenAI, além de uma ferramenta com o mesmo nome de um aplicativo interno de engenharia da Apple. A empresa também alega que a OpenAI estava "bem ciente" do acesso de Liu aos dados da Apple e que Liu contou com a ajuda da colega Yu-Ting Peng para destruir evidências em junho, quando soube que estava sendo investigado.

"O MacBook representa as informações muito limitadas que os réus forneceram até agora (e somente após semanas de atraso), e mostra que a Apple não está fazendo 'pescarias' ilegais, mas que seus segredos comerciais estão sendo usados e que evidências estão sendo destruídas", diz o documento.

Embora as novas evidências estejam ocultas dos olhos do público, arquivamentos anteriores da Apple incluem mensagens de texto de Liu — pontuadas com emojis de "chorando de rir" — mostrando que ele sabia que ainda tinha acesso aos arquivos da Apple.

A defesa da OpenAI

A OpenAI já defendeu Liu anteriormente, dizendo que ele só acessou arquivos da Apple depois que saiu da empresa para ajudar ex-colegas que pediram auxílio. "A Apple agora tenta transferir a culpa para o 'acesso residual', mas também não revela que esse é um problema comum com a Apple, causado pela falha deles em gerenciar adequadamente o acesso de funcionários desligados", escreveu a OpenAI em um post no blog.

A Apple, no entanto, afirma que o acesso contínuo de Liu ocorreu porque ele "explorou uma falha rara e anteriormente desconhecida de autenticação".

O que a Apple pede

A Apple busca uma liminar que impeça a OpenAI de trabalhar em hardware baseado na tecnologia da Apple enquanto o caso estiver em andamento, além de uma descoberta acelerada de provas, já que alega que mais ex-funcionários podem estar envolvidos. De acordo com o processo inicial, mais de 400 ex-funcionários da Apple agora trabalham na OpenAI.

Fonte: baseado na análise de Amanda Silberling, publicada pela TechCrunch. Acesse a matéria original.