O Vale do Silício está de olho nas startups de inteligência artificial que distribuem seus modelos de graça. A Nvidia está perto de fechar a compra da Hugging Face por US$ 13 bilhões, depois de adquirir a Poolside por US$ 6 bilhões. Antes disso, o Stripe comprou a OpenRouter por mais de US$ 7 bilhões. É muito capital chegando a um setor que, ao menos em teoria, dá seus produtos de graça.
Por que as gigantes querem esses negócios?
Para a Nvidia, a motivação é estratégica. A empresa quer reduzir a dependência dos grandes laboratórios de IA e dos hyperscalers — até porque OpenAI e Google estão desenvolvendo seus próprios chips. Ao controlar a Hugging Face, a Nvidia ganha acesso a uma enorme comunidade de desenvolvedores e pode impulsionar seus próprios chips e padrões.
Quem usa modelos open-weight?
A adoção ainda é tímida: segundo a Ramp, apenas 6% das empresas usam open-weight; já a Jellyfish aponta 2% dos engenheiros de software. Esses modelos são mais usados em tarefas repetitivas, como atendimento ao cliente.
“Não há muitas empresas assim ainda… [mas] se os preços continuarem subindo nos laboratórios de fronteira, mais e mais empresas serão forçadas a pelo menos considerar essa opção.”
— Nik Albarran, da Jellyfish
A visão do Stripe ao comprar a OpenRouter é clara:
“Tokens são a moeda central para empresas que constroem com IA, e é claro que o potencial econômico real dependerá de fazer bom uso de recursos computacionais escassos.”
— Patrick Collison, cofundador e CEO do Stripe
Já Lin Qiao, CEO da Fireworks, aposta na diversidade de modelos:
“O futuro é, na verdade, inteligência especializada. Literalmente, toda empresa deve ter seu próprio modelo por caso de uso, e isso vai acontecer automaticamente.”
A hegemonia de OpenAI e Anthropic não é inevitável. Enquanto as gigantes de tecnologia tentam se proteger, as empresas de open-weight se tornam peças-chave nesse xadrez.
Fonte: baseado na análise de Tim Fernholz, publicada pela TechCrunch. Acesse a matéria original.